Criado para difundir
missão, valores e objetivos, boletim on-line é caminho seguro para aproximar entidades
de seus stakeholders
Newsletter:
palavra que, em português, pode ser traduzida como boletim informativo. Usar
essa ferramenta de comunicação com os stakeholders
na difusão das notícias e objetivos da instituição social de maneira eficiente
é o maior entrave para que ela flua adequadamente dentro da administração e da
comunicação. Além de ser um ágil e eficaz canal de comunicação, a organização
pode aproveitar para engatar uma maneira de captar recursos para a instituição,
garantindo um espaço aos doadores a fim de divulgar logotipos e banners. O modo como deve ser
desenvolvida, gerenciada, produzida e enviada, é o que será tratado a seguir.
Quatro regras para
profissionalizar
Segundo Marcio Zeppelini, consultor em comunicação e
marketing para o Terceiro Setor, as quatro principais regras para obter sucesso
na produção de um boletim on-line
são: conceito e conteúdo; acessibilidade; envio; e pontualidade.
A primeira, e talvez a principal regra – conceito
e conteúdo –, leva em consideração o como e o quê será comunicado. “É
necessário definir uma identidade visual que se alinhe às demais ferramentas da
organização, como site e papelaria. Tudo deve estar de acordo: cabeçalho com
logotipia, cores e tipologia. Em questão de conteúdo, definir quantidade e
espécie de notícias, ordenando-as por importância, sendo que a informação sobre
a causa, ou seja, sobre os objetivos sociais da instituição, é a mais
importante, deixando as notícias da própria organização como matérias
secundárias. Isso porque é necessário que se crie uma necessidade e constância
em sua leitura, trazendo o interesse do leitor pelo que será informado – com a
atenção voltada para o informativo, dão-se os demais recados", explica
Zeppelini.
Se a instituição trata de portadores de Alzheimer, por
exemplo, o assunto principal são temas relativos à área de estudo, isto é,
falar sobre a patologia em si, as causas, as formas de tratamento do paciente,
as conquistas da ciência nesse setor, entre outros, deixando para abordar
assuntos relativos à organização como sendo a referência, quem atesta aquela
informação.
A segunda regra – acessibilidade – precisa ser
definida de acordo com o tamanho (peso) e formato do arquivo e o modo de ser
enviado. Mesmo com a expansão da banda larga, ainda faz muita diferença anexar
arquivos com mais de 100 Kb, pois, lembre-se, muitos são enviados ao mesmo
tempo. Basta multiplicar o número de endereços pelo peso do arquivo e se
chegará ao volume de dados que sairá de sua caixa de e-mail. "No site da organização é interessante que
haja um espaço que mostre a newsletter,
dando a possibilidade de ler as anteriores e permitindo o cadastramento de nome
e e-mail do internauta interessado, para o recebimento da mesma logo na
primeira edição pós-cadastro", destaca o consultor em comunicação.
Envio é a terceira
regra e requer muito cuidado. Se seu mailing
ultrapassa mil nomes, é fundamental pensar em profissionalizar essa questão,
utilizando algum sistema ou software de disparo de newsletters, que faz a transmissão de e-mail por um sistema
diferente do Outlook, contemplando o envio de centenas e milhares ao mesmo
tempo. Há empresas terceirizadas especializadas em gerenciamento de mailing que também oferecem esse
serviço.
A quarta e última regra – pontualidade – é aquela
que não pode jamais ser quebrada, pois é a partir dela que se desperta o interesse
e a continuidade de recebimento por parte dos internautas. Antes de enviar a
primeira edição é necessário avaliar qual a melhor periodicidade da newsletter. Uma maneira razoável de
definir isso é medindo o volume de notícias geradas pela instituição ou dos
assuntos de interesse dos stakeholders,
mas advindas de outras fontes. E nunca atrasar o envio. Marcio Zeppelini afirma
que: "É preferível inicialmente ter uma periodicidade pequena – mensal,
por exemplo –, do que sugerir uma newsletter
semanal e não ter capacidade de gerar assunto para tanta oferta".
Pequenas regras de
etiqueta no mundo virtual
Evite que a instituição seja considerada “spammer”. Para
isso, ao optar pelo envio de newsletters,
siga algumas regras de boas práticas. São elas:
·
Preencha sempre o campo do assunto com uma
descrição significativa do conteúdo do e-mail. Assim, o destinatário terá a
opção de não abri-lo, caso não seja de seu interesse.
·
Antes de enviar um e-mail, reflita se o conteúdo
será útil ou de interesse do grupo para o qual pretende remetê-lo.
·
Respeite o propósito e o formato das listas de
discussão e demais fóruns na rede.
·
Não use listas de divulgação de terceiros, nem
as compre de fornecedores de mala-direta. O melhor é formar, com o tempo, sua
própria lista de contatos.
·
Envie e-mails somente para os usuários que
optaram pelo cadastro na lista de divulgação ou preencheram formulário
disponível no site da instituição. É o chamado opt-in (usuários que optaram por receber sua mensagem).
·
Respeite as solicitações de descadastramento de
suas listas, ou seja, forme uma lista de opt-out.
É importante que os nomes de quem não deseja receber não sejam simplesmente
deletados, para que não sejam acidentalmente inseridos novamente no mailing.
Fonte:
PHCC Assessoria em Comunicação