Grandes empresas
atraem talentos oferecendo uma série de benefícios aos candidatos. Como é que
as pequenas empresas podem competir com as maiores na hora de atrair e reter
seus talentos? Com criatividade, as pequenas empresas captam talentos
extraordinários de maneira eficaz, barata, rápida e participativa, estimulando
o engajamento de toda a organização no processo.
O primeiro passo é tirar proveito das vantagens que os
pequenos negócios oferecem em relação às grandes organizações. Por causa de
suas estruturas mais simples, as pequenas empresas têm menos níveis
hierárquicos e regras mais flexíveis, as pessoas se conhecem, a comunicação
flui, existem mais oportunidades para se expressar e participar nas decisões e,
se são de fato talentosas, ganham visibilidade e prestígio, podendo crescer
mais rápido do que em organizações maiores.
Uma alternativa interessante para as pequenas empresas está
em transformar cada empregado num “caçador de talentos”. O objetivo é que todos
sejam incentivados a identificar e atrair para a organização pessoas
talentosas, sendo recompensados financeiramente por isso. Além do incentivo
material, o efeito dessa política é positivo porque quem indica sempre vai se
sentir um pouco responsável pela contratação, muitas vezes até se transformando
no mentor do novo talento.
Da mesma forma, quando se trata de reter os talentos
descobertos, a pequena empresa precisa se empenhar para oferecer um ambiente de
trabalho estimulante, possibilidade de auto-realização, facilidade de acesso a
informações e conhecimento, incentivos à geração de idéias, participação nas
decisões, delegação de poder, feedback permanente, possibilidade de aprendizagem,
reconhecimento e crescimento rápido na carreira. As pessoas gostam da idéia de
estarem envolvidas em algo maior, de fazerem parte de uma organização que adota
princípios e valores com os quais se identificam e que não visa exclusivamente
o lucro.
O case Google
O Google é um exemplo de empresa grande que vem inspirando o
mundo corporativo com idéias inovadoras para atrair profissionais talentosos
que fazem o gigante da Web ser o que é. A empresa percebeu que acrescentar
diversão ao trabalho, além de contribuir com o a motivação dos funcionários,
criaria um diferencial perante os demais competidores por talentos. Virou moda
até em empresas pequenas.
É por isso que boas práticas de RH podem ser copiadas e
adaptadas às peculiaridades e à cultura de cada empresa. Se, por algum motivo,
essas medidas não derem certo, as pequenas empresas ainda podem lançar mão de
uma estratégia bem simples: ouvir os empregados, perguntar a eles o que os
motiva e em que ambiente gostariam de trabalhar. Pode ser que queiram mais diversão.
Pode ser que queiram apenas ser ouvidos, respeitados, receber salários justos e
realizar um trabalho mais significativo.
* Angela Souza é Diretora de
Desenvolvimento Humano e Organizacional das empresas Knowtec, Talk Interactive e IEA (Instituto de Estudos
Avançados). É bacharel em Filosofia pela UFSC. Especialista em Filosofia
Política (UFSC) e em Gestão Estratégica de Negócios (FGV/RJ). É também mestre
em Gestão Estratégica (UDESC/ESAG).
Fonte:
Cia. da Informação